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Nº
21 - Julho
2003
Página 5 SIMULACRO
TESTA RESPOSTAS A SISMO EM CARCAVELOS
Escoteiros,
Bombeiros, PSP, Protecção Civil de Cascais e Junta de
Freguesia de Carcavelos promoveram a realização do 1º
simulacro de sismo em Carcavelos
No
passado dia 17 de Maio o Centro histórico de Carcavelos acordou
ao som de sirenes de carros de bombeiros, com os passos
apressados dos Escoteiros do Grupo 16 e com as ordens decididas
dos agentes da PSP de Carcavelos.
A
população já tinha sido avisada durante a semana, através de
folhetos colocados nas caixas do correio, que um simulacro
sísmico iria ocorrer nessa manhã, mas mesmo assim, houve quem
fosse apanhado de surpresa.
  
  
Esta
acção partiu do Escoteiros de Carcavelos Grupo 16, no âmbito
do seu programa de abertura á comunidade. A ideia foi concebida
em parceria com o Subcomissário da PSP de Carcavelos (Hugo
Guinote) e recolheu a adesão e interesse das restantes
instituições envolvidas - Cooperação dos Bombeiros de
Carcavelos e de S. Domingos de Rana, Junta de Freguesia de
Carcavelos e Protecção Civil de Cascais.
Procurou-se
simular um sismo de grande magnitude com uma réplica, que
afectou o centro histórico de Carcavelos, provocando
desmoronamentos de edifícios, vários incêndios, explosões de
condutas de gás e de um acidente rodoviário.
  
  
O
exercício contou com o apoio da Junta de Freguesia de
Carcavelos e envolveu 5 corporações de Bombeiros do Concelho
de Cascais (Alcabideche, Parede, Estoril, Cascais, e Carcavelos)
que mobilizaram 80 elementos e 28 viaturas, 10 agentes da PSP de
Carcavelos, a Secção Cinotécnica do Corpo de Intervenção
com cães treinados para buscas e salvamentos e a Protecção
Civil.
Apesar
de ter havido pontualmente algumas manifestações de desagrado,
este tipo de exercícios é importante para testar e melhorar a
capacidade de intervenção e operacionalidade das
instituições de Carcavelos, no caso de um evento sísmico, em
particular por esta ser uma das zonas mais susceptíveis de
sofrer abalos sísmicos em Portugal e quanto melhor as
instituições estiverem praparadas e a população souber como
se comportar, mais eficaz será a intervenção dos meios de
socorro.
 
A
preparação do simulacro decorreu desde o início do ano e foi
feita de forma pormenorizada definindo-se detalhadamente o papel
de cada uma das instituições intervenientes. Às corporações
dos Bombeiros competiu o salvamento dos feridos, a recolha das
vitimas e a extinção dos focos de incêndio, aos Escoteiros o
corte do transito, a distribuição de alimentos e cobertores e
o apoio na chegada dos feridos ao hospital de campanha, à PSP a
manutenção da ordem e a segurança bem como o apoio na
detecção de sinistrados e à Protecção Civil a montagem do
Hospital de Campanha e a coordenação com o INEM.
A
operação começou às 7h00 com a caracterização dos 25
feridos e 10 vitimas e com o acerto de pequenos pormenores. Às
9h58 deu-se o primeiro sismo que provocou duas derrocadas, um
incêndio, um acidente rodoviário 3 explosões de condutas de
gás, sendo de imediato dado o alarme para os Bombeiros, que
alguns minutos depois entravam em acção.

Às
10h33 deu-se uma réplica com mais uma derocada e quatro
incêndios, que vieram agravar a complexidade do exercício.
A
actuação dos meios de socorro e das instituições
intervenientes foi coordenada a aprtir de um posto de comando,
instalado próximo da Junta de Feeguesia, composto pelos
coordenadores de Bombeiros, PSP, Escoteiros, Junta de Freguesia
e Protecção Civil.
A
avaliação global do exercício foi positiva embora se tenham
verificado alguns pontos negativos como o comportamento negativo
de alguns condutores, que não respeitaram as indicações dadas
ao transito pelos Escoteiros, o que obrigou a que alguns agentes
da PSP tivessem de se deslocar do centro das operações para o
apoio ao desvio e corte do transito. É ainda de referir o
elogio do responsável da Protecção Civil de Cascais ao
constatar que, pela primeira vez, a iniciativa partiu da
sociedade civil.
 
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